«O futebol tem que ser algo de sadio e não de alienante.» Declarações do então avançado do Benfica e presidente da Direcção do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol ao Alavanca, numa entrevista em que aborda, entre outros assuntos, as principais dificuldades sentidas pelos profissionais de futebol, o seu desinteresse pela política e pela vida sindical, as disparidades salariais entre jogadores estrangeiros e nacionais, a dependência das modalidades relativamente às receitas do futebol, o papel do futebol na sociedade, as promessas com pés de barro dos grandes clubes, as dificuldades dos jogadores da 2.ª Divisão, as razões que podem explicar a baixa taxa de sindicalização dos futebolistas profissionais e as preocupações organizativas do sindicato a que presidia.
A entrevista foi publicada a 3 de Abril de 1975, no jornal Alavanca, órgão de informação da CGTP-IN entre 9 de Dezembro de 1974 e Abril/Maio de 1996.
Nestes tempos de grande constrangimento, o departamento de Cultura e Tempos Livres e o Centro de Arquivo e Documentação (CAD) da CGTP-IN partilham alguns episódios, eventos, acontecimentos da história da CGTP-IN e do movimento sindical associado.
Hoje, constatamos algo impensável há poucas semanas: os programas desportivos que tinham no futebol o seu tema dominante praticamente desapareceram de cena e alguns dos maiores clubes reduziram o vencimento dos seus jogadores. Pretexto para começarmos esta rubrica evocando aquela que era a realidade desta prática desportiva em fase de transição entre o regime fascista e os tempos de liberdade e esperança que a Revolução de Abril havia inaugurado.
A entrevista está disponível para consulta no Alavanca n.º 16, de 3 de Abril de 1975, p. 16.