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O Centro de Arquivo e Documentação (CAD) da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) tem como missão gerir toda a documentação produzida e recebida  por esta organização (sede), independentemente do seu suporte ou data. Continuar...

 
 

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Maria Emília Reis Castro

Tipo de entidade

Pessoa

Formas autorizadas do nome

Maria Emília Reis Castro

Formas paralelas do nome

Formas autorizadas do nome de acordo com outras regras

Outras formas do nome

  • Maria Emília

Identificadores para pessoas colectivas

Datas de existência

1940-05-20 – 2014-04-27

História

Lugares

Santo Tirso, Porto, Portugal (nascimento).

Estatuto legal

Funções, ocupações e actividades

Nasceu no seio de uma família pobre. A consciência solidária ganhou-a através dos pais, num contexto de grave crise económica e miséria social.
Aos 14 anos participou, pela primeira vez, numa actividade – um magusto – organizada pela Juventude Operária Católica (JOC). Entretanto, devido ao aproveitamento escolar manifestado, a JOC convidou-a para associar-se às suas actividades, cuja reunião era efectuada, semanalmente, às 6h30 horas da manhã, antes das mulheres irem para o emprego e a Maria Emília aprendia costura.
Segundo Maria Emília, a JOC foi a sua “grande escola” (com 15 anos era já responsável pela pré-JOC), onde começou a aprender o método “Ver, julgar e agir”. Começou a fazer, diariamente, serviços de costura ao domicílio. Uma das pessoas a quem prestava serviços, um professor de química, convenceu-a a frequentar a Escola Comercial e Industrial de Santo Tirso (18 anos), devido ao seu interesse e capacidade de aprendizagem. Eram apenas duas mulheres a fazer o curso nocturno da Escola.
A chegada de um padre novo à paróquia permitiu à JOC animar as suas actividades, chegando as suas reuniões a atingir a participação de 300 a 400 jovens. Aos domingos, nestes encontros, as jovens partilhavam e tomavam consciência de uma série de injustiças sociais de que, de uma forma geral, todas eram vítimas nas empresas onde trabalhavam (assédio sexual, violência física e psicológica, ausência de licença de parto).
Entretanto, iniciou actividade na Fábrica Cortel, onde passou a exercer funções nos escritórios, fruto da formação escolar. Aqui, inicia a mobilização das mulheres, principalmente da JOC, que passam a participar nas assembleias-gerais da Delegação do Sindicato dos Têxteis de Santo Tirso. Posteriormente, as mulheres da JOC foram chamadas para a negociação do CCT para o sector da camisaria, sem finalização antes do 25 de Abril.
Entre 1964 e 1967, trabalha na fábrica até aparecer a necessidade de organizar a JOC do Algarve. Em contactos com a JOC de Nac (Maria de Lurdes Pintassilgo), consegue um trabalho no Hotel do Algarve, onde irá, da mesma forma, mobilizar os trabalhadores.
Em 1969, desloca-se ao Norte para integrar uma lista candidata à direcção da Delegação de Santo Tirso, com membros do PCP e da JOC, mas perderam por pouco as eleições.
No ano de 1970, volta ao Norte, uma vez terminada a sua função no Algarve ao serviço da JOC, tal como outras mulheres, que conhecia de Santo Tirso. Juntando-se, passaram a viver numa casa no Porto, onde desenvolviam um trabalho de luta e consciencialização juntas. Aqui, retornou ao trabalho na indústria do vestuário, na camisaria Rolsol, na qual desenvolveu com as colegas da JOC um processo de consciencialização e organização, ao mesmo tempo que se formava um núcleo de trabalhadoras comunistas.
Foram as instalações das igrejas que permitiram estes encontros.
As organizações católicas foram fundamentais à sua formação sindical. É importante destacar o Centro de Cultura Operária (CCO), especialmente direccionado à formação sindical (nomeadamente, orientar uma assembleia-geral). Daqui resulta, em parte, a BASE-FUT.
Membro suplente do Secretariado Nacional da CGTP-IN no mandato 1977-1980 e membro efectivo no mandato 1980-1983.
Membro do Conselho Nacional da CGTP-IN entre os mandatos 1983-1986 e 1999-2003.
Membro suplente da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN no mandato 1986-1989 e membro efectivo entre os mandatos 1989-1993 (1990) e 1999-2003.

Mandatos/fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

Contexto geral

Entidade relacionada

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN)
Tipo de relação
associativa
Datas da relação
1977 - 2003

Entidade relacionada

Juventude Operária Católica (JOC) (1935 - )
Tipo de relação
associativa

Entidade relacionada

Base - Frente Unitária de Trabalhadores (BASE-FUT) (1974-11-1/3 - )
Tipo de relação
associativa

Identificador do registo de autoridade

Identificador da instituição

PT-CGTPIN

Regras e/ou convenções

Estado da descrição

Revista

Nível de detalhe

Parcial

Datas de criação, revisão e eliminação

Criado em: 2011-02-04.
Revisto em: 2017-02-09; 2018-03-19.

Idioma(s)

Escrita(s)

Fontes

Arquivo Coordenação Geral da CGTP-IN.

Biografia revista pela própria a 30 de Março de 2011.

CARTAXO, José Ernesto – CGTP-IN: 40 Anos de Luta com os Trabalhadores (1970-2010). Lisboa: CGTP-IN, 2011, pp. 154 e 160.

Notas de manutenção

Criado por: Sílvia Correia.
Revisto por: Filipe Caldeira.
 
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