A 4 de Junho de 1947, tomava posse a primeira Direcção do Sindicato Nacional dos Técnicos e Operários Metalúrgicos e Metalomecânicos do Distrito de Portalegre, constituído havia apenas alguns meses, por alvará de 5 de Abril de 1947.
Da sua primeira Direcção fizeram parte José Maria Ratana, secretário, Francisco da Piedade Guapo Mocito, tesoureiro, vogais Manuel Maria Charrais e José Avelino Velez Gil, vogais, presidente Manuel Maria Barbas, presidente, que posteriormente fixou residência em Lisboa, deixando de poder exercer o cargo.
Os primeiros estatutos deste sindicato foram aprovados por despacho do subsecretário de Estado das Corporações e Previdência Social, a 8 de Março de 1947.
A 31 de Agosto de 1975, foi registado no Ministério do Trabalho como Sindicato dos Metalúrgicos do Distrito de Portalegre e acabou por ser extinto, por processo de dissolução voluntária, a 30 de Março de 1983, passando o património a constituir pertença do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul, organismo resultante da fusão de diversos sindicatos do sector, entre eles, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos e Metalomecânicos do Distrito de Portalegre.
O fundo arquivístico do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos e Metalomecânicos do Distrito de Portalegre, em tratamento pelo Centro de Arquivo e Documentação da CGTP-IN, testemunha a luta dos trabalhadores alentejanos por melhores condições de trabalho e de vida, possibilitando o conhecimento e estudo do movimento operário e sindical português.
Não temos História sem memória, e os arquivos são, por excelência, guardiães da nossa memória colectiva. A organização e a preservação dos arquivos e do património documental e museológico do movimento sindical, de uma forma geral, são cruciais para que memória e História se mantenham vivas e fonte de inspiração e estímulo para a acção e luta dos trabalhadores que hoje lutam por melhores condições de trabalho, continuando um caminho de esperança num futuro com mais justiça social, dignidade no trabalho, democracia e paz.
As rubricas do #cgtpmemoria são, por isso, também, um meio de sensibilização de trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas sindicais, da sociedade em geral, para a importância deste trabalho de organização e preservação, cimento desta memória colectiva, alavanca das lutas de hoje e de amanhã.
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Portugal, CGTP-IN, Sindicato dos Operários Metalúrgicos e Metalomecânicos do Distrito de Portalegre (F), Organização e Funcionamento (SR), Autos de Posse (SSR).
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