O 1.º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, celebra-se, em 2020, num contexto bastante adverso. Dias de pandemia, confinamento, dor, luto. Dias de incerteza, de ansiedade e dificuldades para muitos e muitos trabalhadores, em Portugal e no mundo.
Neste cenário, a mensagem essencial do 1.º de Maio assume, como sempre desde que é celebrado, uma premência e uma força redobradas: unidos, os trabalhadores vencerão!
A confiança na força da união de todos os trabalhadores, na sua acção e luta organizadas, é fonte de progresso e de uma sociedade mais justa, é fonte de fraternidade, solidariedade, alegria, confraternização, liberdade, justiça social, paz.
A preservação e a organização do património documental e museológico do movimento sindical permite-nos, hoje, reforçar esta confiança e alavancar a acção e luta dos que hoje, representados pelos sindicatos, federações e uniões sindicais que dão forma à CGTP-IN, continuam esta luta, nos locais de trabalho, na rua, na Internet, onde quer que haja um trabalhador ou uma trabalhadora.
Recordamos, por isso, na rubrica de hoje do #cgtpmemoria, algumas memórias e imagens que são bem elucidativas da força que revigora a determinação dos trabalhadores a cada 1.º de Maio.
«Uma alegria esfuziante perpassava pelos rostos dos participantes; sorrisos, abraços de fraternidade, punhos erguidos, canções revolucionárias, cartazes, panos improvisados a partir de lençóis, bandeiras nacionais e de sindicatos, colgaduras nas janelas e varandas, aplausos para os soldados e marinheiros que passavam, vivas à liberdade e quase toda a gente com cravos vermelhos nas lapelas ou nas mãos. Na cara e nos olhos de toda a gente podiam ver-se e ler-se os melhores sentimentos humanos.»
Assim descreve Américo Nunes o primeiro 1.º de Maio em liberdade, a seguir ao 25 de Abril de 1974, no livro Contributos para a História do Movimento Operário e Sindical: das Raízes até 1977, publicado pela CGTP-IN em 2011, página 193.
«A partir daqui [acrescenta José Ernesto Cartaxo em CGTP-IN: 40 Anos de Luta com os Trabalhadores (1970-2010), também editado pela CGTP-IN, p. 95], os primeiros de Maio passaram a ser, até hoje, grandes acções de massas, de solidariedade, confraternização e luta, em que os trabalhadores fazem um balanço da situação social e política e lançam as suas grandes reivindicações.»
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1.º Maio de 1975, Montemor-o-Novo. © CGTP-IN/Armindo Cardoso/AC-241-75.
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1.º Maio de 1975, Montemor-o-Novo. © CGTP-IN/Armindo Cardoso/AC-276-75.
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1.º Maio de 1979, Lisboa.© CGTP-IN/Armindo Cardoso/AC-660-79.
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1.º Maio de 1979, Lisboa. © CGTP-IN/Armindo Cardoso/AC-520-79.
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1.º Maio de 1980, Lisboa. © CGTP-IN/João Silva/A89-30.
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1.º Maio de 1980, Lisboa. © CGTP-IN/João Silva/A89-31.
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1.º Maio de 1980, Alameda, Lisboa. © CGTP-IN/João Silva/A90-16.
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Pormenor do desfile do 1.º Maio de 1981, Lisboa. © CGTP-IN/João Silva/B69-21.
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1.º Maio de 1981, Alameda, Lisboa. © CGTP-IN/João Silva/B77-14.
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